Segurança, LGPD e Cofre Clínico
Posso usar inteligência artificial pra documentar sessão sem quebrar o sigilo do paciente
O nome do seu paciente sai do texto antes de qualquer inteligência artificial ler uma linha dele.
Existe uma pergunta que costuma vir antes de qualquer outra, pra quem pensa em usar inteligência artificial pra apoiar a documentação clínica e leva o sigilo do paciente a sério. Não é "isso funciona" nem "isso economiza tempo". É "o nome do meu paciente, os detalhes da vida dele, vão parar num lugar que eu não controlo, processados por um sistema que eu não vejo por dentro?". É uma pergunta que protege alguém que não está na sala da decisão, e por isso merece resposta precisa, não tranquilização genérica.
A ordem das operações é o que garante o sigilo, não a promessa
A resposta não é "confie em nós". É uma questão de ordem: antes de qualquer nota de sessão seguir pra processamento por inteligência artificial, identificadores como o nome do paciente, nomes de familiares e endereço são substituídos por marcadores neutros. O sistema de inteligência artificial processa o texto sem nunca receber esses dados pessoais, porque eles já não estão mais lá quando o processamento acontece. Só na montagem final do documento, quando o material volta pra você examinar antes de assinar, os dados voltam aos lugares certos. A garantia não está em confiar que ninguém vai olhar o dado errado. Está em o dado sensível nunca ter chegado no lugar onde esse risco existiria.
O que acontece com o dado depois de processado
A segunda dúvida, quase sempre encadeada à primeira, é sobre o que sobra depois: será que aquele material, mesmo pseudonimizado, vira insumo pra treinar algum modelo de inteligência artificial, ou fica arquivado em algum lugar fora do seu controle? Recursos como leitura de imagem, transcrição de áudio e estruturação de texto usam provedores de infraestrutura de inteligência artificial contratados especificamente pra esse processamento, e os dados enviados não são usados pra treinar ou aperfeiçoar modelos, conforme as condições contratuais aplicáveis a esse serviço. Documentos e notas de sessão ficam guardados no Cofre Clínico enquanto sua conta estiver ativa, em infraestrutura com proteção de dados em trânsito e em repouso. E sobre compartilhar com terceiros pra fins comerciais, a resposta é direta: não, os dados são usados exclusivamente pra prestar o serviço a você.
Sigilo não é uma promessa de marketing, é uma pergunta que se responde mostrando o desenho
Você já opera sob o compromisso de sigilo com cada paciente que atende, com ou sem qualquer ferramenta. A pergunta legítima que essa peça responde não é se você deve levar o sigilo a sério, é se uma ferramenta de inteligência artificial altera esse compromisso ao entrar no meio do processo. Ela não deveria, e um serviço sério de documentação clínica precisa ser desenhado exatamente pra que não altere: o nome sai antes de a inteligência artificial ler qualquer coisa, o dado processado não alimenta modelo nenhum, e o que fica guardado fica guardado com proteção, sem venda nem compartilhamento comercial.
É esse o desenho que sustenta o DocumentosPsi, da própria Conexão Psicológica: a partir da anotação da sessão, ele estrutura o documento no padrão CFP pra sua leitura e assinatura, com pseudonimização antes de qualquer chamada de inteligência artificial, no plano avulso por R$0,10 por sessão processada mais R$5 por documento gerado, sem mensalidade; a assinatura de R$10 por mês destrava o Modo Apoio Clínico, e o avulso continua cobrado por uso, com ou sem assinatura. O sigilo que você já pratica com seu paciente não muda de lugar quando você usa a ferramenta. O nome dele simplesmente não chega até ela.
Curadoria editorial · Conexão Psicológica
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